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Sobre

Não me lembro de nada da infância

EBONY

conceito e objetivo

O clipe parte de uma atmosfera íntima, um quarto em tons claros e desgastados, onde nada está em seu lugar.

Cama, cadeira e móveis se apresentam tortos, suspensos, deslocados, refletindo a instabilidade da memória e a fragmentação de lembranças que não se fixam.

 

A proposta é criar uma experiência sensorial, onde a ausência e o apagamento ganham corpo através de imagens fortes. O objetivo é traduzir, em forma visual, a sensação de não se lembrar da própria infância, um vazio que ao mesmo tempo oprime e abre espaço para a reinvenção de si.

 

No fim, o fogo consome o quarto, num gesto de apagar o que foi pesado para transformar em força de continuar. Um ritual visual, simples, intimista e potente, para que a música ganhe corpo e vire cinema.

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O clipe se passa inteiramente dentro de um quarto. Nos primeiros planos, vemos móveis em posições estranhas, criando uma atmosfera onírica e instável. A artista aparece sentada na cama, depois afundada em lençóis, como se fosse engolida pelo próprio espaço. Pequenos detalhes ganham destaque: uma aranha atravessando o quarto, objetos suspensos no ar. Aos poucos, o fogo se espalha, consumindo móveis, lençóis, memórias , um desenho infantil (a capa do álbum) queimando na parede.

Cena 1 – O Quarto Suspenso
A artista está sentada no centro da cama, em um quarto de paredes claras. Objetos cotidianos cadeira, luminária, cômoda, estão suspensos e inclinados, como se desafiando a lógica da gravidade. O espaço transmite uma memória distorcida.
Cena 2 – O Corpo Torto
De cabeça para baixo, a artista ocupa a cama de maneira não convencional. O corpo também se torna parte dessa suspensão, refletindo a sensação de deslocamento.
Cena 3 – Afundamento
Envolta em lençóis volumosos, a artista parece prestes a desaparecer. O acolhimento vira sufocamento, como se o espaço engolisse sua presença.
Cena 4 – Vulnerabilidade
Deitada encolhida sobre o colchão, em posição fetal, ela remete à fragilidade da infância e ao não-dito dessas lembranças.
Cena 5 – O Intruso
Uma aranha atravessa lentamente o colchão, trazendo tensão e estranhamento. O detalhe reforça a atmosfera de inquietação.
Cena 6 – Debaixo da Cama
A artista se esconde sob a cama, entre colchões empilhados.
Cena 7 – O Fogo
As paredes do quarto e os móveis suspensos começam a pegar fogo. O ambiente inteiro é consumido pelas chamas
Cena 8 – O Desenho Queimando
Um desenho infantil da capa do álbum lentamente tomado pelo fogo.

roteiro

storyboard

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